domingo, 26 de agosto de 2007

FÓSFOROS


No filme como Água para Chocolate (baseado no romance de Laura Esquivel) a personagem principal diz que nossa vida é como se fosse uma caixa de fósforos:toda vez que fazemos amor,queimamos um fósforo e essa chama é o que nos mantém vivos,só que temos um número limitado de fósforos em nossas caixas.Alguns tem mais,outros menos e ainda assim,é um número limitado.Se não amamos,nossa caixa cria mofo e nossos fósforos perdem o uso.No entanto,se amamos demais,podemos queimar nossos fósforos todos de uma vez e então não podemos mais ascender nenhum....ainda pior ( ou melhor...),dependendo da intensidade com que se queima tais fósforos,você poderia se incendiar e explodir,como as personagens do filme,que se amam tanto que incendeiam o quarto e morrem de amor.Metáfora linda.Tenho que assistir esse filme de novo.

Você já se perguntou como vive sua vida?Você a escreve na terceira pessoa ou você a vive em primeira?Você vive sua vida com a mesma intensidade que ama quando está apaixonado?Você a vive ou é vivido por ela?Você é o diretor e ator principal da sua vida ou é um mero coadjuvante?Comparações à parte,tenho pensado se essa decisão não devemos tomar todos os dias quando levantamos.É fácil falar quando não estou deprimida,mas passando por tantas crises eu consigo enxergar que mais importante que sofrer com elas é aprender com o resultado.Hoje é fácil rir dos absurdos que fazia estando eufórica e por que não?Chorar não vai adiantar.Arrependimento é o pior fantasma eu alguém pode ter.... Chorar adianta quando tenho vontade,quando preciso aliviar,desabafar...mas enfim,não estando deprimida nesse exato momento me questiono por que é sempre tão difícil estarmos satisfeitos.Por que é tão difícil tentar focar nossas energias nas coisas boas.

Essas perguntas são perguntas que devemos nos fazer todas as manhãs.Antes de se levantar,decida que vai ser feliz naquele dia.Um dia de cada vez não é tão impossível.

Nossa,tenho um montão de problemas....não dá nem pra contar,mas agradeço por eles também,pois são eles que me fazem a pessoa que sou e me dão mais inspiração para continuar escrevendo .

Hoje ,exatamente hoje,muita coisa parece possível e eu desejo isso à todos que eu amo tanto.Sei que se não fosse por tanto amor,não estaria tão bem e amor é algo que se multiplica,então espero que escrevendo eu consiga mudar alguma coisa.

Muitas vezes me desespero e o chão some.Tudo desaparece tão rápido,mas isso já aconteceu tantas vezes e eu continuo aqui....Na verdade ,tantos tombos só me mostraram que tô aprendendo a cair e aprendendo melhor ainda como me levantar.

Bom,Carpe Diem.Use seus fósforos sempre que puder!

2 comentários:

Léo Ribeiro disse...

Você me pediu para comentar, como um bom amigo irei, mas acho que não conseguirei chegar, ao menos, próximo de sua qualidade literária. Vamos tentar!!!
Vejo-me, hoje, de uma outra forma!!!
Se me perguntassem há um mês se eu tinha problemas e demônios eu responderia, de imediato, que SIM.
Mas durante esse mês que passou, conheci uma pessoa super intelectual e compreensiva. Esse SER —do verbo “estar” e um pouquinho do verbo “existir”, se é que isso existe— me apresentou todos os seus problemas, e, com isso, percebi que os meus não representavam nem 10% de um total. Isso é inexorável??? Acho que não!!!
Ler sobre você e lhe conhecer melhor “É” a coisa mais importante que me aconteceu nesses últimos tempos.
Dani, você me faz perceber que temos que usar nossas vidas (ou fósforos) de forma intensa e inteligente. Acabou a caixa??? Compre outra. Pense nisso.
A amizade que conquistamos não se deve a uma convivência, ela se deve a uma inteiração, sei lá... Astral??? Pode ser, não sei... Só sei que ela é linda, pelo fato de ser pura e verdadeira. Isso facilita, você não acha?
Retornando ao meu comentário. Um dia comentei que você narrava todos os seus problemas vividos de forma serena e alegre. Ou você realmente aprendeu a cair, ou gosta de rir de suas adversidades. Isso é bom, eu sou assim... hehehe
Até hoje não lhe vi triste, espero não ver —como um bom amigo, não deixarei isso acontecer, ta bom?—, mas, se um dia isso ocorrer e você presenciar, irei ser o segundo —claro que o primeiro é o Ronaldo— a estender a mão.
Quero que saiba que podemos sempre construir nosso chão. Você mais que ninguém sabe disso. Aprendi isso contigo.

Posso fazer uma brincadeirinha??? Acho que sim... Você fala que os textos que escreve são relacionados aos seus problemas. Não é isso? Se for isso, quero que você viva com um montão de problemas só para eu ter o prazer de lê-los e apreciá-los. Que malvado!!! Mas é brincadeira.
Acho que sua inspiração se deve à sua faze atual. Irei contribuir para que esse período não acabe. Ta bom?
Minha amiga. Te admiro de mais...
Seja sempre tudo isso. hehehe
Obs: estou ansioso pelo próximo texto.

Léo Ribeiro disse...

Erramos...
ahhhh... é precisar... não presenciar