domingo, 22 de novembro de 2009

Sra Borgersen e a Palestina


Como amo demais minhas amigas que além de lindas são super inteligentesleu resolvi postar este e-mail que recebi.A Natália sugeriu que eu corrigisse o que fosse necessário e eu nem sei se há algo a ser corrigido,só sei que se eu mexesse em alguma coisa ,o texto não seria tão verdadeiro.
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Bom galera, nao tenho nenhuma novidade ou nada divertido para contar pra voces. Mas gostaria de compartilhar uma experiencia que acho que vou me lembrar por um bom tempo.

Na minha sala tem um menino de cerca de 20 anos, o Montaser, ele eh palestino e durante muito tempo achei ele um saco. Ele sempre acaba se gabando um pouco por jogar basquete e saber muito noruegues, mais do que os outros. Ele sempre acaba interrompendo ou corrigindo as pessoas e eu achava isso extremamente chato e muito mal educado, por isso, apesar de ele sempre ter me tratado muito bem, sempre fui meio rude com ele. Eu sabia que ele ainda nao trabalhava e que ja morou em varios paises da Europa, com apenas 20 anos. Deduzi entao, que ele gostava de sugar governos que oferecem ajuda aos cidadaos como a Noruega.

Hoje na escola, tivemos que falar um pouco sobre nosso pais. Na vez dele, ele falou varias coisas sobre a Palestina e falou que morava na Faixa de Gaza. Como ficamos curiosos ele acabou, mesmo nao querendo, falando sobre a guerra. Ficamos mais curiosos e ele acabou falando que lah era normal voce ouvir tiroteios ao lado de escolas, enquanto voce esta estudando, e que nove pessoas da familia dele morreram dentro de suas casas durante a guerra. Ele acabou contando que o irmao dele, que foi espancado por israelenses quando crianca (algo assim, nao entendi direito o que aconteceu), quando cresceu encontrou amigos com o mesmo tipo de experiencia e se tornou um extremista. O irmao dele entao, viajou para Israel, com uma bomba amarrada no corpo e se explodiu. (Isso eh muito diferente da nossa realidade? Porque criancas no Brasil veneram traficantes?)

Ele falou que costumava conversar com o irmao dele e tentar mostrar outras coisas, como a possibilidade de sair da faixa de gaza e vir para a Noruega, mas o irmao dele jah era um extremista. Nessa hora comecei a chorar e sai da sala.

Nao eh que agora eu goste do Montaser, queira ser amiga ou sinta pena dele. Mas fiquei extremamente nervosa porque percebi que EU, que me considerava tao sem preconceitos, que me envolvia com Anistia Internacional e o caralho e achava que sabia alguma coisa do mundo, estava sendo extremamente rude com ele soh porque ele nao se encaixava nos meus padroes de educacao, porque deduzi que ele era folgado e gostava de sugar governos. Daih comecei a pensar no que eu realmente sabia sobre ele. Sei que ele joga basquete, eh bom em noruegues e matematica e quer ser engenheiro. Algumas vezes ele se gaba por isso, mas ele tem 20 anos de idade e essas sao provavelmente as unicas realizacoes e perpecticvas que ele teve a vida inteira. Ele eh sozinho, viaja fugindo da guerra desde que tinha 17 anos.
Querem saber o mais engracado? Ele percebeu que eu sai da sala porque comecei a chorar e durante o intervalo veio me cumprimentar e pedir desculpas.

Eu disse uma coisa pro Erik alguns meses atras: "a gente soh fica incomodado ou chocado com o aquilo que temos preconceito". Acho que nunca coloquei isso em pratica.

Bem, eh isso, nao quero dar licao em ninguem. So senti uma necessidade muito grande de compartilhar minha estupidez com voces, pois foi de longe a melhor experiencia que tive desde que sai do Brasil ;)

Muitas saudades de todos!!!
Amo voces.


Natália Salazar Padovan Borgersen

terça-feira, 1 de setembro de 2009

À ESPERA DE SOFIA


Muito provavelmente este seja o último post por um bom tempo.Tenho andado extremamente cansada e agora na contagem regressiva para a chegada da Sofia.
Chegar ao 7º mês dá uma certa sensação de alívio porque até então você nunca tem a certeza se tudo vai dar mesmo certo.Agora é esperar que ela cresça a cada dia e saia para matar nossa curiosidade sobre com quem ela vai se parecer mais.
Eu costumo brincar dizendo que estou sem foco e na verdade eu tenho foco e atende pelo nome de Sofia.Não consigo me concentrar em mais nada que não seja relacionado à ela e até onde eu sei,é completamente normal.Tenho muita coisa para resolver até ela chegar e o tempo parece passar bem rápido.
Bom,é isso...deixar as coisas prontas,chá de bebê,maternidade,ansiedade... tudo mudou e vai continuar mudando.Quem sabe no ano que vem eu não volte a me inspirar e escrever novamemte.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ninguém merece



Ai..acordar ao som de Fábio Jr e Roberto Carlos é o tipo de coisa que pode acabar com meu humor pelo resto do dia.Não sei qual o problema que algumas pessoas tem que precisam ouvir música num volume que o bairro inteiro ouça.E digo o bairro inteiro porque o som vem de 2 prédios de distância.Não bastando isso,sempre tem algum infeliz reformando algum apartamento e aquele barulho de furadeira o dia inteiro é de deixar qualquer um a ponto de cometer homicídio.Ao menos não estão ovindo Fresno,do contrário eu já estaria nas manchetes do jornal:"Grávida surta e mata jovens em plena luz do dia".
Tenho andado extremamente cansada por conta do crescimento da barriga e muito nervosa por conta dos probleminhas cotidianos que tenho que resolver.Deveria ter ido ao Procon hoje fazer uma reclamação contra a "NET" que resolveu dobrar minha fatura este mês e contra o Extra que me cobra uma fatura de um cartão que nem tenho.Isso tudo cansa muito.Não é o tipo de preocupação que uma grávida deveria ter...Essas pendências cotidianas dão muita dor de cabeça.Eu nem acredito que a novela do "Detran" acabou!Nçao quisemos pagar despachante para retirar a documentação do carro e no final,eles me enrolaram tanto que acabei perdendo o prazo de entrega,ou seja,a multa que teremos que pagar pela demora é maior que o valor que pagaríamos ao despachante....Essa máfia toda me dá nojo...vontade de mandar todo mundo para aquele lugar.
Sem contar um monte de outras instituições que sempre tentam extorquir nosso suado dinheirinho...se eu ficar pensando muito nisso,vou ficar tãp deprimida que não vou mais querer sair da cama.
A Sofia logo chega por aqui e este deveria ser um momento tranquilo e feliz.Agora já estou na cotagem regressiva para a sua chegada e ao menos,resolver as coisas que faltam,coisas que são relacionadas à maternidade me dão alegria.Me fazem esquecer o quanto as pessoas lá fora podem ser mesquinhas.
Vou torcer que agora que estou mais tempo em casa,eu consiga abstrair um pouco e não pensar nas coisas que me tiram do sério!Pensar nas borboletas do quarto dela,nos mimos e no quanto a minha pequena é querida...Não pareço eu falando,mas maternidade tem dessas coisas,não é?Não tem como não mudar...que seja para melhor,sempre.

domingo, 23 de agosto de 2009

Proud Mary


“Big wheel keep on turning,
Proud Mary keep on burning,
Rolling, rolling, rolling on the river.”

Me lembro de vê-lo dançando ,sorrindo e contando piadas infames sobre o cara que morreu de “marechal” ou de “sinusite”.Queria que esta fosse a lembrança mais forte que tenho dele,mas não é.Com o tempo já não sorria mais e fazia parecer que a vida era um fardo.Toda vez que ouço Creedance Clearwater Revival eu me transporto para os dias que ele parecia feliz e a música me contagia de tal forma que me sinto criança novamente.
Quando não ouvíamos Creedance,dançávamos Ney Matogrosso e Rita Lee para minha mãe.Inventávamos fantasias e coreografias e naqueles momentos éramos uma família feliz.
É incrível o poder que a música tem de marcar momentos de nossas vidas e nos transportar a lembranças que às vezes parecem esquecidas.
Meu amigo Fábio postou sobre música em seu blog recentemente e me fez lembrar do quanto algumas delas definem momentos importantes de nossas vidas.
Eu lembro que o primeiro disco que comprei na vida foi um do Led Zeppelin- Houses of the Holy – e eu nem era assim tão fã da banda,mas era um álbum tão lindo que ouvi até gasta-lo.
Quando ouço a “Arca de Noé” do Vinícius,eu volto para o jardim da casa que morava,para a minha bacia de alumínio gigante que virava disco voador.
Na adolescência eu jurava que nunca deixaria de ouvir rock ,punk e heavy metal,no entanto,o tempo passa e eu percebo que ouço muito mais MPB do que qualquer outra coisa...quem diria?
Agora mesmo estou ouvindo clássicos da Disney...não só porque eu sou louca pelos desenhos,mas porque acho que a maternidade tem dessas coisas.Você não quer ouvir nada muito pesado para não assustar o bebê!hehehehe
Minha coleção musical é tão eclética que não sei se alguém poderia me definir pelas músicas que ouço.
Ontem ouvimos A-ha , Ugly Kid Joe,Queen,Prince,Madonna....e hoje to aqui ouvindo Beauty and The Beast!E pensar que há uns 2 anos atrás eu fui num show do Linkin Park!rs
Pena que não há música que mude algumas pessoas.Eu fico com as lembranças felizes na tentativa de compensar uma realidade não tão empolgante.Ouvindo Proud Mary e imaginando o porque ele nunca mais foi como costumava ser: feliz.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Nova Inquilina



Bom,eu resolvi ficar com o blog para as textos mais pessoais e deixar os contos para o recanto das letras.
Essa foto é da joaninha que apareceu aqui em casa.Ela estava no banheiro,mas eu a transferi para as plantas que temos na área de serviço.Na verdade só a vi no primeiro dia,mas quero crer que ela ainda mora aqui.
Sempre adorei joaninhas e havia muito tempo que não via uma.Dizem que é bom agouro,mas independente disso,gosto da idéia.
Eu li que elas chegam a viver até 6 meses e tive a esperança que a Sofia pudesse conhecê-la...enfim,vou ficar na torcida de vê-la novamente.Quem sabe ela não aparece e fica por aqui definitivamente...rs

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

P de p.....


Na época que trabalhava na Navegação,resolvi cursar Logística na esperança que a faculdade pudesse acrescentar um pouco mais de conhecimento à minha rotina do escritório.Bobagem!A piada que fazem à respeito da Faculdade é que se você não entrar eles te dão um carro,tamanha é a facilidade.E reamente era verdade,o vestibular era bem ridículo.Não à toa a sala estava lotada de pessoas que há muito não sabiam o que era um livro...Para ser bem honesta,muita gente na sala não sabia subtrair 10% de 100!Sem exagero.
Bom,estava eu lá na sala de aula com os outros 50 e poucos homens e umas 10 mulheres quando o professor de Produção e planejamento entrou.Só pela cara dele ao entrar na sala dava para perceber que ele havia notado que não seria uma aula comum.Muitos dos alunos pareciam ogros,falavam e se comportavam como tais.O professor então resolveu começar sua aula dando um exemplo bem simples de exercício para avaliar se a classe conseguiria acompanhar sua matéria:
— Vamos imaginar que o João tenha uma padaria.Nesta padaria ele possui 3 fornos e que cada forno tenha a capacidade de prodizir 10 pães por dia.(sim,o exemplo era esse mesmo!)Quantos pães João produzirá em um mês?Para descubrirmos,usaremos a seguinte fórmula: 10P x 3F X 30D = 900 P ,ou seja,no final de um mês,João terá produzido 900 pães.Alguma dúvida?
Eis que um cidadão se levanta com sua melhor cara de aluno inteligente e pergunta:
— Professor,esse "P" na fórmula seria de pães?
Neste momento,esta pessoas que vos fala não se aguentou,levantou e respondeu antes que o professoor pudesse dizer qualquer coisa:
— Não imbecil!É P DE PORRA!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Saturnino de Brito


— Amanda Reformas de móveis, bom dia!
— Bom dia, eu gostaria de um orçamento para pintar um berço.
—Sim, claro. Qual o endereço por favor?
— Rua Saturnino de Brito...
—SatRurnino...
—Não moça, SatuRnino...

E nessa hora eu acho que ele, o próprio Saturnino de Brito se contorceu em seu túmulo tamanha a ignorância da pobre atendente.
Tudo bem que eu não sei quem foi Carvalho de Mendonça nem muito menos sei quem Conselheiro Nébias aconselhava, mas morando em Santos é mesmo uma vergonha que nós Santistas saibamos tão pouco ou quase nada à respeito de pessoas tão importantes como Saturnino de Brito e Vicente de Carvalho.
Não lembro de ter aprendido História de Santos na escola, mas mesmo que fosse matéria obrigatória, duvido que alguém guardasse este tipo de informação. Sei que a grande maioria das coisas que me ensinaram nunca me serviu para nada. No entanto, acredito que Saturnino de Brito e Vicente de Carvalho deveriam estar incluídos nas orações diárias de todos os Santistas. Deveria existir feriado municipal para homenageá-los.
Bom, e para quem ainda não faça idéia do que estou falando, Saturnino de Brito foi o brilhante Sanitarista que projetou os canais de Santos, canais cujos quais sem eles seria impossível continuar vivendo aqui após 10 dias de chuva como acabamos de ter.
Quanto ao jurista Vicente de Carvalho, ele foi responsável por fazer com que possamos freqüentar a praia. Para quem não sabe, antes de existir o jardim na orla, havia um projeto que aprovava a construção de prédios em toda a faixa de areia, ou seja, o acesso à praia seria privilégio de poucos.
Mas quem se importa,não é mesmo?
Eu sei que me irrita muito toda vez que alguém tem dificuldade de pronunciar um nome que nem é tão difícil.
Não sei o que me entristece mais: o fato da História local não ter destaque nas escolas ou saber que se tivesse, ninguém daria a mínima.
Um pouco de cultura nunca fez mal a ninguém e, com certeza, Português também não.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

*A Vingança de Olívia* Conto integrante da antologia do 1º Concuros literário de contos de Porto Seguro*


Mais um texto meu será publicado!Essa sensação é muito boa.É o terceiro desde comecei a participar de concursos literários no ano passado:

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"A vingança é um prazer que dura apenas um dia; a generosidade, um sentimento que pode trazer felicidade para sempre." ( Friedrich Ruckert )
Se esse tal de Friedrich tivesse conhecido Olívia,certamente mudaria sua frase para: “A vingança é um prazer que dura vários dias e que pode ser saboreado eternamente”
Não estou falando da velha Olívia,aquela pessoa tão pacata que na maioria das vezes passava completamente despercebida onde quer que fosse.Não,a velha Olívia,nunca se aventurou ou se arriscou .A velha Olívia desconhecia a palavra “vingança”.
Desde a infância, Olívia sempre fora uma menina quieta,introvertida e de poucos amigos,mas entre eles, estava Cíntia,amizade conservada até sua vida adulta.
Olívia teve alguns namorados e como toda mulher,também teve algumas desilusões.
Estudou Administração na USP e pouco tempo depois de ter saído da Faculdade,passou em um concurso público como auxiliar administrativo.Tal estabilidade,proporcionou à Olívia uma vida confortável,sem muito luxo,mas também sem muitos problemas.Aos 28 anos,orgulhava-se de ter suas contas sempre em dia e de poder se manter sozinha num apartamento próximo à estação Sumaré.
Cíntia sempre foi visita constante no apartamento,principalmente quando as duas resolviam ir ao cinema ou à algum show na Vila Madalena.Morando do outro lado da cidade e sem ter carro,Cíntia acabava ficando com Olívia nos finais de semana.
Certo dia,quando conferia sua fatura do cartão de crédito,Olívia quase enfartou ao notar que o total de sua conta havia triplicado em relação ao último mês: Compras em lojas de grife,casas noturnas, produtos eletrônicos de última geração e aulas de Frevo????
“Cíntia,isso não é possível!Como tudo isso veio parar no meu cartão? – Perguntava indignada à amiga ao telefone
“Calma,amiga!Seu cartão deve ter sido clonado.Liga na operadora,explica o que aconteceu e já cancela o cartão” – Aconselhou a amiga.
“Sim,sim!Isso mesmo.Vou ligar e já cancelo esta porcaria!Onde já se viu!Aulas de frevo!Não vou pagar por tudo isso” – E assim que desligou o telefone,Olívia imediatamente ligou para a operadora de seu cartão de crédito:
“Como assim eu tenho que pagar?... Moça,você não está entendendo,meu cartão foi clonado...eu sei,eu sei,mas não vou pagar pelas coisas que outra pessoa está usando...Tudo bem,eu vou providenciar estes documentos e volto a ligar”
Conclusão: Para cancelar seu cartão,Olívia teria que quitar seus débitos ,entrar com um pedido de revisão da fatura e provar que não havia feito tais compras,só então ela teria seu dinheiro ressarcido após um processo que poderia levar de 30 à 45 dias .
Foi então que no auge de sua revolta,Olívia ligou para Cíntia pedindo que fosse encontra-la pois queria deixa-la a par de sua idéia.
“Olívia,isso é loucura!Você não pode fazer isso” – Disse Cíntia após ouvir o plano maluco da amiga.
“Como não?Essa mulher – suponho que seja uma mulher – está levando uma vida muito mais interessante que a minha usando meu nome.Eu tenho que conhece-la antes de cancelar o cartão.Quero ver até onde ela vai com essa mentira.Por isso vou me inscrever naquelas aulas de Frevo que ela freqüenta” – e assim,no dia seguinte,lá estava Olívia na academia de dança,ansiosa pelo que estava por vir.
“Nome,por favor?”
“Olí....O....Odete!Isso,Odete Cabral”
“Forma de pagamento?
“Dinheiro.Olha,uma amiga minha me indicou a academia só que ela esqueceu de me dizer o horário que ela fazia.Você poderia me informar?O nome dela é Olívia Palmieri”
“Que coincidência,ela faz no próximo horário,a aula começa em 15 minutos.Você já vai querer começar?”
“É mesmo!Nossa,incrível essa coincidência!Hoje só vou olhar,obrigada.
Durante os 15 minutos que se passaram,Olívia se perguntava quem seria a impostora e se conseguiria identifica-la facilmente.O que diria à ela?
Quando a aula começou,Olívia que estava sentada apenas assistindo à aula teve uma imensa vontade de gritar seu nome para ver se alguém iria responder,no entanto,não foi preciso,a falsa Olívia parecia ser a aluna mais popular da sala.Todos pareciam saber seu nome e por incrível que pareça,Olívia,agora Odete,também havia se afeiçoado à impostora.Seja qual fosse seu verdadeiro nome,a outra era uma pessoa cheia de vida,uma pessoa que esbanjava alegria,alguém que a própria Olívia gostaria de ser.Quando a aula terminou havia uma certa euforia e parecia que os alunos estavam combinando de ir até um barzinho ali perto.Olívia não se fez de rogada e logo se apresentou.Apertou a mão de sua “clone” com um sorriso no rosto e logo fora chamada para se juntar ao grupo.
Nas horas que seguiram,Olívia percebeu que nunca havia se divertido tanto.Parecia que conhecia a tal impostora há anos.Imaginava se teria coragem de desmascara-la na frente de todos.Contaram piadas,descobriram o quanto não tinham em comum e falaram de planos para o futuro.Na hora de pagar,a cara-de-pau,sem-vergonha ainda se ofereceu para pagar a conta da mesa!Com cartão de crédito clonado, obviamente.
Durante o tempo que conversaram Olívia ficou sabendo que a “clone” – como passou a chamá-la mentalmente- havia comprado uma passagem para o carnaval de Olinda naquele mesmo dia.O Carnaval começava em uma semana e durante uma semana,a “clone” tentou convencer Olívia,ou Odete,como era conhecida,a viajar com ela,tamanha “amizade” que haviam feito.Olívia disse que não poderia por conta do trabalho.
Cíntia não acreditava que Olívia não havia denunciado a impostora.Na verdade, achava que essa amizade das duas era uma loucura.Mal sabia ela que de louca Olívia não tinha nada e que a amiga já tinha um plano nas mangas e para que tal plano fosse executado,Olívia havia convencido a melhor amiga a ficar com seu cartão de crédito durante o carnaval para que ela fizesse pequenas compras em seu nome,compras de valores insignificantes.
No dia da viagem,Olívia,a verdadeira,se apresentou ao balcão da companhia aérea com bastante antecedência e alertou a polícia de que uma outra mulher tentaria embarcar usando seu nome.
Algum tempo depois,lá estava ela,a “clone”.Olívia nunca se esquecerá da expressão de felicidade ao ver a nova ex-amiga no aeroporto e ainda mais inesquecível era a expressão de desespero e decepção ao perceber que havia sido desmascarada.
Olívia embarcou no avião com a imagem da “clone” sendo levada pelos policiais.Não sentiu remorso.Sentia que havia ficado mais esperta depois dessa experiência .
Quando voltou de Olinda,era outra pessoa.Pensou até em agradecer à Ivone - verdadeiro nome da impostora – pelo melhor carnaval de sua vida: Arranjou até um namorado!
E quando então a nova fatura do cartão de crédito chegou,com compras efetuadas em em São Paulo no período em que estava me Pernambuco,Olívia entrou com o processo de ressarcimento junto à operadora do cartão de crédito ,informou sobre a prisão de Ivone e conseguiu seu dinheiro de volta.Essa foi a melhor vingança que poderia ter: Aproveitar a vida ao máximo,namorar muito e viajar sempre que possível.Esta é a nova Olívia.

terça-feira, 28 de julho de 2009

TRAUMA


Às vezes me questiono se deveria me expor tanto aqui,afinal qualquer um pode usar meus textos seja para o que for,mas depois me dou conta que quase ninguém se dá ao trabalho de ler o blog e mesmo que lessem,não há muito que uma pessoa poderia saber ao meu respeito que não poderia descobrir em 30 minutos de conversa.
Bom,trauma,é esse o assunto.Todo mundo deve ter os seus e recentemente eu me dei conta do quanto um trauma pode ditar suas escolhas e seu ponto de vista.Eu fiz terapia no intuito de conseguir amenizar o que alguns traumas me causam e terapia de fato ajuda a fazer com que você consiga lidar com eles,mas não acredito que haja algo que possa fazer com que eles simplesmente desapareçam da sua história ou que deixem de ter uma importância significativa em tudo que você faz.Eu procuro não pensar muito nos meus,mas de tempos em tempos eles voltam como aqueles fantasmas que ficam no armário esperando para te assombrar.Não vou entrar em detalhes,mas sei que existem coisas que eu pretendo nunca mais fazer com medo de passar pelo que já passei.A mera idéia de passar por certas coisas novamente já me abala de tal forma,que choro e tento descobrir um jeito de que essas lembranças não continuem me machucando tanto .A maioria dos meus traumas está ligada à minha família,o que é muito triste.Sei que não passei por nenhum experiência tão terrível quanto de outras pessoas,mas o simples fato de ter crescido numa família que nunca conseguiu se adaptar à própria estrutura familiar já causa bastante estrago.Hoje,morando em casas separadas é mais fácil lidar com tudo e não é segredo que hoje sou muito mais próxima à minha mãe do que jamais fui quando morávamos juntas,o que não é difícil sendo minha mãe a pessoa mais extraordinária que conheço.Nunca fui muito próxima do meu pai e hoje não é diferente.Minha irmã daria um livro á parte.Uma coisa é certa,nunca mais viajo com ela e isso é fato.Se eu tentar explicar meus motivos à ela,obviamente ela vai achar que estou exagerando ,que não a amo mais e no entanto é só uma questão de auto-preservação.Nunca existiu uma única vez que viajamos que não houvesse stress,brigas,drama ...Não quero mais isso se ela parece não ser capaz de mudar esse comportamento.
Outra coisa que percebi é que por ser filha de pais separados e ter todo um histórico de brigas familiares,sempre me pareceu óbvio que nenhum relacionamento que eu tivesse pudesse durar,pois o natural para mim é que as pessoas envolvidas cheguem ao ponto de não conseguirem mais conviver no mesmo ambiente....Mas o curioso é que para pessoas que sempre tiveram harmonia em casa e uma boa estrutura familiar,esse tipo de pensamento nem passa por suas cabeças.
Enfim,o texto abaixo foi escrito em agosto de 1994 e tem a ver com o que se passa na minha cabeça atualmente.

A MENINA

Aqui tá muito estranho.
Essa luz não está clareando o que devia clarear.
Tá tudo escuro
Lá no fundo eu vejo uma menina triste
Em sua testa tem um ponto de interrogação
Ela chora por dentro e lá dentro dói
Aparentemente ela disfarça bem sua dor
Ela vai levando a vida.Doída...
Doendo,morrendo
Não sabe pra onde
Nem porquê
Mas ela olha para o lado
Vê alguém e sorri
Só para não perder o costume
Porque isso a faz feliz
Ver pessoas vivas e transparentes
No seu caminho existem muitas pessoas assim
Mas não são seus porquês
Na verdade ela só não desiste por essas pessoas
Também ela acha que alguém no fundo até lhe de algum valor
Mas ela não se importa
Ela está muito ,muito machucada e doente
Tudo só aumenta com o tempo
Não vai desaparecer
Mesmo que aparentemente as coisas melhorem
As marcas são profundas demais
E vão continuar com ela para sempre
Como castigo de algo que ela não cometeu
Só que agora ela está indo embora
Tem que continuar a seguir seu caminho doloroso e feliz e sem sentido
Mas ela sabe de uma coisa:As pessoas sofridas são mais perigosas
Porque sabem que podem sobreviver.
E é assim que ela vai...
Sobrevivendo...
Tchau ,Dani.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Menininha


Nossa,tem dias que a saudade dói tanto ....Você não sabe o que fazer para amenizar esse sentimento,então procura coisas que o fazem lembrar ainda mais a pessoa que está longe,então a saudade parece aumentar ainda mais.
Eu tenho chorado à toa,como toda mulher que está grávida...uns dias mais,outros menos,mas cada vez que lembro de tudo que está por vir e do quanto minha mãe faz falta aqui,aínão tem jeito,choro,choro...
Essa semana tudo começou quando eu estava ouvindo "I have a dream" do ABBA,trilha sonora do filme Mama Mia,ai eu lembrei de quando fui no cinema com a Andressa e ela começou a chorar na cena que a Meryl Streep ajuda a filha a se preparar para o casamento...ela disse enquanto chorava: "ah...eu eu nem tenho uma menina!" Ai ,no carro,enquanto ouvia a música me dei conta que eu vou ter uma menina...
Ontem eu fui na casa da minha irmã e recuperei um dos meus brinquedos favoritos :minha mamãezinha....ela tem uma cadeira de balanço que toca uma música de ninar...me emocionei quando ouvi a música...
Então,para aumentar ainda mais a saudade,lembrei da música do Vinícius e Toquinho que tinha na trilha sonora da Arca de Noé,trilha sonora obrigatória em casa.Minha mãe cantava para mim quando pequena...Ai as lágrimas não páram,mesmo agora,enquanto escrevo...Aguenta coração.

Menininha

Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão

Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim e você
Vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida é somente
Teu bicho-papão

Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
Também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim
De tudo o que eu amei.

domingo, 14 de junho de 2009

A PAZ



É incrível como a paz pode ser um conceito tão ilusório, frágil e muitas vezes superficial.
É consenso geral que a busca da paz é um objetivo coletivo, no entanto, o caminho para se chegar a ela é visto de maneira muito diferente por cada um. O próprio conceito de paz pode variar de pessoa para pessoa.
Quantas guerras não foram travadas em nome da paz?E se o caminho para atingi-la é mesmo uma guerra, então é tudo muito incoerente. Acredito que por isso a diplomacia tenha surgido, no entanto, no intuito de impor a paz de acordo com seu ponto de vista, o homem é capaz de travar as maiores batalhas, fazendo com que a paz pareça estar sempre numa corda bamba.
É fácil ser flexível quando o outro lado pensa da mesma forma que eu. Difícil é analisar friamente o que é proposto pelo outro e conseguir avaliar se um ponto de vista diferente do meu teria o resultado esperado por ambas as partes.
Hoje não me interessa a paz mundial. Estou preocupada com a minha paz interior e o preço a ser pago por ela.
Passei a maior parte da minha vida presenciando e participando de brigas familiares de modo que no meu aniversário de 17 anos eu só queria de presente que por um dia nós não brigássemos.Não aconteceu.
Hoje eu não consigo dormir pensando no que tem acontecido nos últimos dias. Exatamente hoje vivenciei cenas de harmonia que vistas por alguém de fora, pareceriam completamente normais. Gostaria de acreditar que foram, mas dado o histórico da minha família eu só posso chorar ao pensar o quanto tudo isso é falso, o quanto essa paz é extremamente superficial e baseada numa estrutura tão frágil que sinto que a qualquer momento pode ceder e dar origem a uma situação tão desastrosa que me dá medo só de pensar.
Não posso nem dizer que existe um conflito, pois sequer consigo entender o que sinto. Um misto de medo e dor. Se penso no dia de hoje e lembro de toda a minha história eu só consigo pensar no quanto tudo isso é doente.A idéia que me vem à cabeça é de uma criança que sem a menor noção do que está fazendo,mata um animalzinho e com um sorriso largo no rosto mostra para mãe e diz: “Mãe,olha que bonito” sem conseguir mensurar o estrago que fez,simplesmente por não ter idéia.
Algumas pessoas não conseguem assimilar certos conceitos básicos exigidos para se viver em sociedade e me pergunto se devo ter raiva delas ou pena. Me perguntar o que devo sentir não muda o que eu sinto,mesmo que eu não saiba definir exatamente o que é.
Haja terapia...não para mim,para todos aqueles que precisam.Se não há terapia disponível,ao menos diplomacia ajudaria.
Uma vez uma amiga me disse que eu não gostava de “por a mão na merda”que eu preferia pular fora .Insinuou que eu era covarde.De fato,prefiro escolher minhas batalhas e de preferência evitá-las quando sei que uma briga não vai me levar à lugar algum.Só que hoje especificamente me vejo no meio de uma briga que não escolhi e o pior,não tenho idéia de como sair dela.Se finjo que está tudo bem,sacrifico a minha sanidade,se falo o que sinto,sacrifico a sanidade alheia e nesse caso,sobraria para mim do mesmo jeito.Enquanto não encontro uma solução,eu choro e escrevo na esperança de que amanhã eu arranje forças para mais um dia.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A laje (dia dos Namorados)


Eles subiram até a laje.Não fazia muito frio,só o suficiente para quererem ficar ali abraçados.Havia muitas estrelas no céu e então o silêncio foi quebrado:
Ele – Você não quer tirar a blusa ?Eu te esquento!
Ela – Só se você tirar a sua também.
Não ficaram só nas blusas...em pouco tempo já não havia mais roupa alguma e fizeram amor pela primeira vez,sob um céu estrelado como coberta e testemunha.

domingo, 7 de junho de 2009

Minhas Amigas


Hoje tive um sonho,daqueles que geralmente me dizem algo.Sonhei que admirava o mar,tirava fotos e que estava feliz e de repente,sem aviso,a maré aumentou de tal forma que me derrumou e cobriu toda a faixa de areia.Normalmente eu já sei que vem problema por ai,mas pode ser besteira...Ando meio neurótica.
A verdade é que acabei de saber que uma amiga muito querida acabou de ser internada com pneumonia,bem no dia que fomos nos despedir de uma outra que está se mudando de país. Isso tudo me deixa muito triste...muito mesmo.Somos um grupo muito unido e já sinto que nunca mais será a mesma coisa.
Resolvi postar esse texto que recebi recentemente por e-mail e diz bastante do que eu sinto em relação às minas amigas e não é por serem minhas amigas,mas cada uma delas é um ser especial que mereceria um texto à parte.
- Mari,fica boa logo.Te amamos muito!
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Quando eu era pequena, acreditava no conceito de uma melhor amiga.
Depois, como mulher, descobri que se você permitir que seu coração se
abra, você encontrará o melhor em muitas amigas.
É preciso uma amiga quando você está com problemas com seu homem.
É preciso outra amiga quando você está com problemas com sua mãe.
Uma outra quando você quer fazer compras, compartilhar, curar, ferir,
brincar ou apenas ser.
Uma amiga dirá 'vamos orar', uma outra 'vamos chorar', outra 'vamos
lutar' outra 'vamos fugir'.
Uma amiga atenderá às suas necessidades espirituais, uma outra à sua
loucura por sapatos, uma outra à sua paixão por filmes, outra estará com
você em seus períodos confusos, outra será a luz e uma outra será o vento sob
suas asas.
Mas onde quer que ela se encaixe em sua vida, independente da ocasião, do
dia ou de quando você precisa, seja com seus tênis e cabelos presos, ou
para impedir que você faça uma loucura... todas essas são suas melhores
amigas.
Elas podem ser concentradas em uma única mulher ou em várias...
uma do ginásio, uma do colegial, várias dos anos de faculdade, algumas de
antigos empregos, algumas da igreja, outras do grupo de canto coral, em
alguns dias sua mãe, em alguns dias sua vizinha, em outros suas irmãs, e
em outros suas filhas.
Assim, podem ter sido 20 minutos ou 20 anos o tempo que essas
mulheres passaram e fizeram a diferença em sua vida.
Obrigada a todas que fazem parte do meu círculo de mulheres
maravilhosas que fizeram e ainda fazem a diferença em minha vida.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Piano na Luz


Blá,blá,blá....não tenho produzido muita coisa (nada para ser mais sincera) e essa falta de energia se deve ao cansaço e sono que tenho sentido em decorrência da gravidez.Até pensar cansa.Estou sofrendo de "Caimbra cerebral" rs.
Bom,tenho um novo conto em mente,mas só de pensar em todo o desenvolvimento da estória,detalhes,nossa,me dá um cansaço enorme.Por isso resolvi postar sobre algo que me chamou atenção em meio às notícias cotidianas,que em sua maioreia são catastróficas e deprimentes: Piano na Luz.
Fiquei emocionada com a reportagem na tv que também pode ser lida no site http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art377721,0.htm.Em homenagem aos 17 anos da CPTM,foi colocado na Estação da Luz um piano de cauda para ser tocado por quem quisesse e entre os usuários dos trens,pessoas completamente anônimas,estavam alguns talentos que foram descobertos e poderão ser apreciados num cd que será lançado com as músicas tocadas lá mesmo na estação.
Em meio à tanto cinza e tantas notícias de violência,uma reportagem dessas acalma a alma.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

There's no place like home!


Eu não poderia deixar de postar uma das minhas grandes descobertas!rs...Acho que "O Mágico de Oz" é uma das estórias mais citadas em filmes que já vi!Claro que quando se assiste muito filme como eu,você acaba percebendo as referências de vários outros.Morro de vontade de assistir Casablanca e Dr. Jivago só pelo número que os mesmos foram citados em outros filmes."Amelie Poulin" também não fica atrás...infuencia uma séria de comerciais também.Mas nada se compara à estória daquela menina do Kansas.Sem exagero,acho que TODOS os filmes que assisti recentemente fazem alguma referência à estória da Dorothy e sua estrada de tijolos amarelos.Frases como "Não há lugar como nosso lar",menções à estrada de tijolos amarelos ou mesmo a simples presença de "Somewhere over the Rainbow" na trilha sonora.
Lembro que minhas amigas costumavam tirar sarro de mim dizendo que "Alice no país das maravilhas" e "O mágico de Oz" eram filmes pra gente doida ou que toma LSD.A verdade é que ambos tem uma mensagem simples e verdadeira .Até o Pink Floyd tem os personagens do filme estampados numa capa de um de seus CDs.
Eu sou suspeita pra falar,pois sou fã incondicional...
Só para citar alguns dos exemplos recentes,nesse final de semana levei meu sobrinho para assistir "Uma noite no Museu 2" e só nesse filme foram 2 menções:a primeira qdo Owen Wilson cita a célebre frase "Não há lugar como nosso lar" e a segunda qdo o faraó encontra um par de sapatos vermelhos brilhantes e diz decepcionado que os mesmos não seriam cobertos de rubis.No filme "Austrália" a referência é mais forte e "Somewhere over the Rainbow" passa a ser até umas das músicas tema.Claro que são coisas sutis que para quem nunca assistiu não faz diferença alguma no filme,mas eu como cinéfila assumida,fico feliz de perceber que um dos meus filmes favoritos tenha influenciado tantos diretores atuais.
Adoro perceber que "Harry e Sally" por exemplo é usado como referência para quase toda comédia romântica que existe.Não que isso seja relevante para qualquer outra pessoa...é para mim.É muito bom pensar na próxima vez que alguém falar mal do Mágico de Oz eu vou poder dizer à pessoa que dobre a língua antes de falar qualquer coisa...se fosse assim tão ruim,não seria tão citado,não é verdade?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

ME IRRITA PROFUNDAMENTE!


Essa é a minha frase.Todos temos uma frase que usamos com mais frequência que outras e a minha é essa.Sou um ser irritável.
Nada tem me irritado mais do que o trânsito em Santos.Pior a cada dia,afinal,o número de carros não pára de aumentar e vale lembrar que vivemos em uma ilha.Tenho medo de imaginar o próximo verão...ter que sair de casa com horas de antecedência e rezar para achar uma vaga onde quer que eu vá.
O fato é que me sinto como se eu fosse a única que tivesse tirado minha carta nesse universo....no código de trânsito que vigora no país,até onde eu sei,se você está na via preferencial,quem vem de uma via secundária tem que esperar até conseguir entrar....também ouvi dizer que antes de virar é bom dar seta,mas sei lá,de repente eu estou louca.Tenho a impressão que ficar buzinando para o caminhão de lixo também não irá fazer com que o mesmo saia voando...Ai,ai...poderia ficar horas falando das barbaridades que tenho visto e ainda assim eu sei que os barbeiros gritariam comigo,me chamariam de dona Maria e me mandariam voltar para o tanque.Sei que não adianta discutir com que está errado e tem certeza que está certo...eu também perco a paciência com os ciclistas kamikazes,pedestres que se atiram na frente do carro e às vezes grito,xingo mesmo....Não dá pra controlar...Onde vamos parar?
O desenho do Pateta feito nos anos 50-Motor Mania - nunca foi tão atual.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Crazy Dreams


"I had a dream. Crazy dream
Anything I wanted to know, any place I needed to go "


Eu tinha combinado comigo mesma que não iria postar assuntos relativos à minha gravidez pelo simples fato de que não há nada novo que eu possa falar que já não tenha sido falado de alguma forma super piégas em algum outro lugar.Gravidez é mesmo algo mágico,me sinto especial e tal...mas até ai,não é novidade.
A novidade são os sonhos.Não tenho conseguido escrever porque obviamente meu foco está completamente voltado para o fato de que tem uma pessoinha crescendo aqui dentro e todo o resto não parece ser tão importante,nem mesmo escrever.No entanto,notei que meus sonhos tem estado muito diferentes e de certo deve ser por conta dessas mudanças hormonais....ninguém nunca comentou comigo sobre algo parecido.O fato é que começaram como pesadelos,nada relacionado à gravidez,pesadelos extremamente vívidos,daqueles que te fazem acordar chorando,com medo...muito reais mesmo.
De uns dias pra cá,não são mais pesadelos,mas são igualmente reais...eu acordo e fico completamente perdida,sem saber se o que estava acontecendo era real ou não.Vou tentar descobrir a relação dos sonhos com a gravidez.
Apesar de perturbadores,eu espero que alguma estória saia de algum deles.Por enquanto não tive nenhum sobre o qual valesse a pena escrever....vou continuar sonhando.

domingo, 19 de abril de 2009

O CASÓRIO


26 de outubro de 2002.Lindo dia para um casamento: dia fresco e ensolarado.
Acho que por menos romântica que eu possa ser,tenho certeza que minha idéia de simplicidade não passava nem perto do que eu estava prestes a vivenciar.
Resolvemos casar no civil no próprio cartório e depois fazer uma pequena recepção só para os familiares e amigos mais próximos.Minha idéia de casar no cartório (além obviamente do orçamento limitado) era de fazer algo simples,prático e rápido.Claro que que se eu tivesse escolha ($$$$) minha opção seria por um almoço num belo jardim e uma cerimônia simples com alguns músicos....Bom,não havia essa opção.
Lá fomos nós para o cartório,no centro da cidade.Eu no meu terninho branco sequinho,super clean e os convidados igualmente vestidos de acordo com a ocasião.No entanto,ao chegármos ao cartório não posso negar que minha surpresa foi enorme ao me defrontar com uma cena que o próprio Caco Antibes (Sai de baixo) descreveria como a "Visão do inferno".Veja bem,não estou sendo irônica nem desdenhando meu próprio casamento,mas tenho que confessar que qualquer idéia romântica que tenha passado pela minha cabeça,havia morrido no momento que cruzamos o salão principal.Começando pela enorme fila e senha que tinhamos que enfrentar até que chegasse o momento de sermos chamados para entrar na sala do Juiz.Nossa,eu não conseguia ficar lá dentro....aquele cheiro de naftalina estava insuportável.Para muitas pessoas ali,aquele era realmente um momento único,digno de sua melhor roupa e assim sendo,não faltaram mangas bufantes de cetim rosa,tules esvoaçantes e tudo mais que poderia ser salvo da última festa de 15 anos ou formatura e muita naftalina.Os penteados também dariam um parágrafo à parte.
Resolvi esperar do lado de fora,no sol mesmo.Não lembro quanto tempo se passou até que nossa senha fosse chamada:toca a enfiar todo mundo na sala do Juiz,entra um,entra outro,sentamos prontos para começar o tal evento e qual não foi a nossa surpresa quando ao contármos as testemunhas percebemos que uma delas não estava lá!Sim,meu pai havia sumido!Toca todo mundo pra fora da sala do Juiz,perdemos a vez,tinhamos que esperar outra senha.Eu obviamente preocupada com meu pai que havia desaparecido.Mil idéias cruzaram minha mente: será que teve uma dor de barriga e foi ao banheiro?será que passou mal?Por que não havia avisado ninguém?Nenhuma idéia que eu pudesse ter poderia ser tão absurda quanto a realidade:MEU PAI HAVIA SUMIDO PORQUE FOI JOGAR NA LOTERIA!Isso mesmo,num dos dias mais importantes da minha vida,meu pai simplesmente saiu andando porque precisava jogar na loteria.
Não preciso nem dizer que quando ele apareceu com a cara mais lavada do mundo,depois de termos perdido nossa vez,minha reação foi de querer matá-lo.Mas esse é meu pai,uma pessoa assim,meio sem noção....tem que ser sem noção para abandonar a filha no próprio casamento para procurar uma casa lotérica...
No final,nos casamos e deu tudo certo.Teria sido uma casamento comum se não fosse pelas pessoas tão incomuns que fazem parte da minha família,começando por mim,que de comum também não tenho nada.
Cada pessoa nessa minha família daria uma capítulo de um livro.Vou tentar escrever mais na medida que for me lembrando desses "causos".

quarta-feira, 4 de março de 2009

Tempo s Modernos



Ontem assisti mais um filme de ficção científica ( Controle absoluto) que mostra aquela estória clichê de que um dia as máquinas ficarão independentes e começarão uma revolução no intúito de salvar o planeta da destruição causada pelos humanos.Sempre a mesma coisa:no final dá tudo certo,nós acabamos com as máquinas e deixamos no ar a idéia de que podemos ser melhores,de que podemos mudar a tempo do planeta não acabar...
Lembrei dessa música:
Eu vejo a vida
Melhor no futuro
Eu vejo isso
Por cima de um muro
De hipocrisia
Que insiste
Em nos rodear...

Eu vejo a vida
Mais clara e farta
Repleta de toda
Satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão...

Eu quero crer
No amor numa boa
Que isso valha
Pra qualquer pessoa
Que realizar, a força
Que tem uma paixão...

Eu vejo um novo
Começo de era
De gente fina
Elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim
Do que não, não, não...

Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há pra viver
Vamos nos permitir...

Eu quero crer
No amor numa boa
Que isso valha
Pra qualquer pessoa
Que realizar, a força
Que tem uma paixão...

Eu vejo um novo
Começo de era
De gente fina
Elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim
Do que não...

Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há prá viver
Vamos nos permitir...

E não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há pra viver
Vamos nos permitir...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

MINHA POESIA



Fernando Pessoa
Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúdica e rica,
E eu sou um mar de sargaço ---

Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem.
(Cancioneiro/Fernando Pessoa)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A VIDA DOS OUTROS


A pergunta quem não quer calar de hoje é: Por que a vida dos outros nos parece tão interessante?
Na verdade não vou tentar divagar sobre o que leva uma pessoa a prestar mais atenção à vida alheia, porque existem milhões de teorias à respeito do porquê o ser humano sempre acha que a grama é mais verde do outro lado da cerca.
O que me preocupa não são os motivos,mas o fato em si.A análise minuciosa que seu vizinho faz sobre a sua personalidade baseado no carro que você tem,nas roupas que veste,nas músicas que ouve.Tudo bem,somos todos assim,mas por que não nos contentamos apenas em olhar e guardamos nossos pensamentos conosco?Por que temos que tirar conclusões e a partir daí falar à respeito para quem quiser ouvir dando margem assim para que terceiros tirem ainda mais conclusões sobre sua vida e quando você menos espera,se vê numa situação na qual você é lésbica casada com um gay que era corno!
Agora vamos explicar de onde vem minha revolta: Uma amiga tinha torcido o pé e estávamos numa turma em que um dos rapazes tinha uma moto.Este por sua vez,ofereceu uma carona à menina,sem nenhuma segunda intenção,simplesmente pelo fato dela ter torcido o pé e sua resposta foi: “ Não posso,tenho namorado.SE ME VIREM na sua moto,vou ter problemas na certa.”Ou seja,o problema dela não era medo de andar de moto,ou falta de capacete,nada disso,o problema é que se alguém a visse na garupa de uma moto com um rapaz que não era seu namorado,automaticamente seu namorada passaria a ser chamado de corno.Parece exagero,mas é a realidade.
Chegamos num ponto que deixamos estranhos decidirem nossas vidas baseados em situações que não lhe dizem respeito.Sei disso porque também já passei por isso.Já vieram me dizer que meu marido estava se atracando com outra quando na verdade ele estava comigo e também já ouvi estórias à meu respeito.E o que todo esse povo tem a ver com minha vida?O que eles sabem de mim?Não estou livre de fazer uma fofoca,claro que não.Mas será que ninguém pensa nas conseqüências que suas palavras podem ter?
Já vi sim conhecidos cometerem indiscrições mas não vou sair anunciando porque não tenho nada a ver com isso.O pior é simplesmente quando alguém vê alguma coisa que não existe.Um abraço apertado de um amigo,agradecendo um favor de repente vira uma traição.A traição é extremamente subjetiva:Cansei de ver homens com suas namoradas em boates trocando olhares com outras mulheres e isso é mais baixo do que qualquer outra atitude,porque é descarado!
Ás vezes tenho o costume de andar de mãos dadas com uma amiga e me pego pensando que certamente alguém vê de fora e já pensa: “Olha o casal de lésbicas!” ( e se fosse?ninguém tem nada com isso!) e se um amigo pega na minha mão,por mais inocente que possa ser,por mais fraternal que seja, para quem vê de fora é sempre sujeira e o que os outros pensam realmente não me interessa,mas magoa pensar que qualquer atitude minha,por mais simples que seja ,possa fazer com que alguém que eu ame pareça idiota,corno ou qualquer outro nome que as pessoas adoram dar.
Eu só devo satisfação àqueles que amo,mas é bom pensar o quão melhor o mundo seria se cada um cuidasse da sua própria vida.

sábado, 31 de janeiro de 2009

TRILHA SONORA


Hoje eu pensei em mudar a música do meu perfil do Orkut e não imaginei o quanto seria difícil.A que está tocando atualmente é a La Belle de Jour,do Alceu Valença.Eu mesma não tenho um único cd dele,mas suas músicas me trazem uma coisa tão boa.Quando ouço alguma música dele eu sou transportada automaticamente para um momento mágico em Trancoso ou Arraial d’Ajuda,no final da tarde,vendo o sol se por com aquela sensação de férias,de que o tempo não importa e de que as responsabilidades ficaram bem lá atrás.Tudo isso porque em uma das vezes que fui para Porto Seguro,fiz um passeio até a praia do Espelho,que é considerada uma das praias mais lindas do mundo.Eu estava sozinha,numa van com estranhos e essa era a trilha sonora.Desde então,toda vez que ouço Alceu Valença eu volto aos lugares mais lindos que já vi.Não é só a lembrança de um lugar,mas de todas as sensações que estavam envolvidas naquele momento.Pessoas felizes,de férias,jovens dançando forró na praça do shopping em Arraial,pé na areia,MPB no Beco das cores.Só quem esteve lá sabe do que estou falando.
Bom,o mesmo acontece quando ouço Fagner.Eu não gosto de Fagner,mas quando tinha uns 4 anos,fizemos uma viagem à Salvador para visitar um primo e este presenteou meu pai com uma fita cassete do Fagner.Toda vez que ouço Fagner,vou parar em Salvador e falando nisso,foi em Salvador que aprendi como os cheiros também te transportam para lugares e lembranças de forma igualmente real.O Shopping Iguatemi de Salvador tem um cheiro tão característico ( dos Shoppings Iguatemi ) que toda vez que sinto esse cheiro eu volto aos meus 4 anos,volto à Salvador e igualmente pelo mesmo motivo,mal consigo suportar o cheiro de Acarajé,que era o odor mais sentido naquele lugar.
Uma outra baiana também me deixou traumatizada: Daniela Mercury.Nossa,eu devia ter uns 17 anos,fomos de Santos à Serra Negra ouvindo o mesmo cd,aquele que tem aquela música chata que diz : “A cor dessa cidade sou eu....” e assim vai.
Ney Mato Grosso e Rita Lee me lembram as apresentações que eu e minha irmã fazíamos para minha mãe na sala de casa.Enroladas em tules,camisolas,a gente dançava e dançava...
Algumas músicas podem mudar nossas vidas.Sonífera Ilha definitivamente transformou a minha.Se não fosse por esta música,não teria conhecido meu grande amor.
Se eu for falar de todas as músicas e cheiros que me remetem à alguma lembrança especial,certamente não terminaria este texto hoje.O fato é que a vida com trilha sonora é muito mais intensa.
Você já parou para pensar na trilha sonora da sua vida?

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

FÉRIAS


“Quer conhecer alguém?Viaje com a pessoa ou então more junto” - minha avó costumava dizer à minha mãe.
Passei 2 semanas viajando e quando voltei percebi que conheci mais a mim mesma que a qualquer outra pessoa.Não é a primeira vez que isso acontece e na verdade,o melhor jeito de entender outra pessoa,é entendendo a si.
Sai de casa aos 21 anos para morar numa república com outras 5 meninas.Convivência difícil,pessoas muito diferentes.Depois disso,a única pessoa com a qual eu consigo conviver harmoniosamente por um longo período é meu marido e mais ninguém.Não que os outros sejam difíceis,eu sou difícil.Sou chata mesmo e tenho consciência disso.
O fato é que essa última experiência me ensinou um bocado sobre meus limites,meus gostos,minhas convicções.Aprendi bastante sobre ou outros também .
Senti mais falta de casa do que nas outras vezes,no entanto não senti a menor falta das minhas tarefas domésticas ou do trabalho em si.Tirar férias é tão bom!Por isso tanta gente pensa em morar onde tira férias...Ilusão!Quando você mora onde as pessoas tiram férias,você não está de férias e seus problemas cotidianos vão com você onde você for:contas a pagar,responsabilidade,horários...Era tão bom não ter hora para acordar,não ter compromisso com nada e nem saber que dia da semana era.
Essa última viagem me fez pensar se ainda quero morar fora.A idéia é legal,mas ficar longe das pessoas que eu amo é muito ruim.Senti falta dos meus amigos,da minha gata,do supermercado,do cinema.Lugar de passar férias é só para passar as férias mesmo,mas estas podiam durar um pouco mais.Poderiamos ter 2 meses de férias por ano.
Outra coisa importante,se você mora onde as pessoas tiram férias,não invente de convidar mais pessoas do que você pode de fato dar atenção,muito menos se estas não tiverem nada a ver entre si.Convide um casal de amigos com filhos,no máximo.Duas amigas talvez,mas não misture amigos e família,pessoas com idades muito diferentes porque pode ser um problema maior do que você imagina e então as férias dos outros passam a ser sinônimo de dor de cabeça para você.
Nem imaginava que tirar férias poderia me ensinar tanta coisa.Difícil agora é voltar à realidade e organizar todas as coisas que ficaram pendentes enquanto estava fora.Quando conseguir terminar de organizar tudo,já vou estar precisando de mais férias!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Considerações de ano novo


Ano novo é uma festa!Todo mundo comemora o fim daquele ano que já deu o que tinha que dar.
Na última semana do ano a bruxa parecia estar solta e todo mundo parecia estar cansado de 2008...Não só isso,vários casais que conheço se desentenderam,um monte de gente decidiu resolver assuntos mal resolvidos,enfim,ano novo é mesmo uma oportunidade de se começar algo com as melhores intenções possíveis.
Comigo não poderia ser diferente.Não tenho muitas resoluções de ano novo,mas tinha algumas pendências que não queria que seguissem no ano que começou.Em 2008 muita coisa aconteceu e eu finalmente senti uma mudança significativa em relação às minhas convicções e ponto de vista.Por exemplo: me aproximei mais dos amigos queridos e percebi o quanto eu prezo minha relação com eles,o quanto me são queridos;fiz novos amigos,conheci melhor alguns outros e mais importante,me conheci um pouco mais a ponto de entender que eu acredito no amor acima de tudo e o quanto sou feliz por ter amor em abundância na minha vida.
Bom,não era nem disso que eu queria falar.Queria falar mesmo da noite do ano novo que foi bem divertida ,com alguns pontos altos que agora estou com preguiça de descrever...
Não,também não era sobre a noite do ano novo,era sobre um pouco de tudo,mas um pouco de tudo iria demorar muitas páginas,então vou resumir em algumas considerações para que eu sempre me lembre ao ler esse texto:
• Sem dúvida nenhuma ,ver Ká tentando convencer o cachorro do mendigo a achar seu dono e depois a Vanessa imitando o Morrisey foi simplesmente de morrer de rir!Não tem jeito melhor de começar o ano.
• Eu tenho que deixar de ser trouxa e aprender a dizer “Não” de vez em quando sem ser extremamente grossa!
• Sei que estou longe de ser perfeita e assim não posso exigir perfeição de ninguém,mas tenho um amigo que é expert em arranjar namoradas que são extremamente chatinhas
• Queria que todo mundo entendesse o conceito de “self-absorbed” porque em português não é tão legal quanto o significado em Inglês.Essas pessoas que são assim não conseguem entender que existe muito mais no mundo do que o limitado espaço que as cerca.Acreditam ser mais importantes que o resto do universo e que tudo que diz respeito às suas vidas é extremamente interessante para o resto dos mortais.
• Um pouquinho mais de glamour também não faria mal
• Definitivamente tenho que aprender a controlar a matraca um pouco mais!
Enfim,vamos tentar melhorar sempre,né?
Feliz 2009!